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A família, em especial, é uma das peças-chaves tanto na prevenção do consumo excessivo de bebidas alcoólicas, como em casos em que o problema do alcoolismo já está instalado. Inclusive, não são poucas as vezes em que o tratamento se inicia pela família, principalmente porque na maioria dos casos o dependente não reconhece que o consumo em excesso de bebidas alcoólicas traz más consequências ou está desmotivado para buscar ajuda.

Um acompanhamento especializado e dirigido aos familiares é essencial para que possam compreender a dependência e seus desdobramentos e, posteriormente, receber orientação adequada sobre a melhor forma de ajudar o ente querido e a si próprios. Para isso, existem os grupos de Al-Anon (www.al-anon.org.br).

A família desempenha um papel importante no tratamento da dependência, já que auxilia na aderência, permanência, na superação de dificuldades decorrentes do processo e no estabelecimento de um novo estilo de vida. A família também pode ajudar uma equipe multidisciplinar que trata o dependente em clínicas, por exemplo, ou os companheiros que o ajudam em grupos de Alcoólicos Anônimos. Ela pode identificar mudanças comportamentais abruptas como isolamento, irritabilidade, instabilidade do humor, prejuízo no desempenho do trabalho, etc. que geralmente são indicativos de complicações ou possíveis recaídas, que podem ser evitadas.

É interessante que os programas de tratamento sejam multidisciplinares para atender às diversas necessidades do paciente (aspectos sociais, psicológicos, profissionais e até jurídicas, conforme demonstrado em diversos estudos), sendo mais eficaz na alteração dos padrões de comportamentos que o levam ao consumo de bebidas, assim como seus processos cognitivos e funcionamento social.

A avaliação do paciente pode envolver diversos profissionais da saúde, como médicos clínicos e psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, educadores físicos, assistentes sociais e enfermeiros. Quando diagnosticado, deve contar com acompanhamento a médio-longo prazo para assegurar o sucesso do tratamento, que varia de acordo com a progressão e gravidade do caso. Ainda assim, há casos em que o alcoólico consegue estacionar a doença e se manter sóbrio apenas com grupos de mútua ajuda como Alcoólicos Anônimos.


Fonte: National Institute on Drug Abuse (NIDA). Principles of Drug Addiction Treatment: A Research-Based Guide (2nd Edition), 2009.

Center for Substance Abuse Treatment (CSAT). Substance Abuse Treatment and Family Therapy – Treatment Improvement Protocol (TIP) – Series, No. 39. DHHS Publication No. (SMA) 05-4006. Rockville, MD: Substance Abuse and Mental Health Services Administration, 2004.

Matéria editada do texto originalmente publicado no site Sem ExcessoVeja mais em “Influência da família no uso de álcool: risco ou proteção?” 

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