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Cerca de 3,3 milhões de pessoas morreram em decorrência do consumo de álcool em 2012, por causas que variaram desde câncer até a violência, informou em relatório recente a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo o relatório, os brasileiros bebem mais que a média mundial. O consumo médio no Brasil é de 8,7 litros por pessoa por ano, sendo que o consumo mundial para pessoas acima de 15 anos é de 6,2 litros anuais por pessoa. Aqui, a diferença entre homens e mulheres é alto. A taxa masculina chega a 13,6 litros de álcool por ano, sendo que a das mulheres é de apenas 4,2.

Mas o que mais preocupa a OMS são os casos de abusos no consumo. No mundo, a média é de 7,5% da população que experimentou em algum ponto do ano um caso de um consumo excessivo de álcool. No Brasil, porém, a taxa é de 12,5%. Num ranking de números de anos perdidos de vida saudável, Brasil está entre os líderes.

Em média, segundo relatório da OMS, cada pessoa no mundo com 15 anos ou mais bebe 6,2 litros de álcool puro por ano. Mas menos de metade da população (38,3 %) bebe, ou seja, aqueles que de fato bebem consomem uma média de 17 litros de álcool puro por ano.

O relatório global sobre álcool e saúde cobriu 194 países e observou o consumo de álcool, seus impactos na saúde pública e repostas de políticas de combate. O estudo descobriu que alguns países estão reforçando suas medidas para proteger as pessoas do consumo exagerado. Elas incluem o aumento de impostos sobre o álcool, a limitação da disponibilidade do produto por meio da imposição de limites de idade e a regulamentação da divulgação.

Globalmente, a Europa tem o maior consumo de álcool por pessoa. A OMS disse que as análises de tendências globais mostra que o consumo tem sido estável nos últimos cinco anos na Europa, na África e nas Américas. Mas tem crescido no Sudeste Asiático e na região ocidental do Pacífico.


Conteúdo editado com base em matérias de: Estadão Conteúdo e Reuters