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Encontro debate o tema: mulheres, álcool e outras drogas: qual o peso do gênero? Cerca de 80% das crianças e adolescentes encaminhados para abrigos estão vinculados a casos de dependência química na família. É que demonstram dados do Ministério Público.

Para a psiquiatra da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead), Alessandra Dihel, continua sendo predominante o pai o causador do abandono de crianças e adolescentes, mas o número de mulheres que usam substâncias, álcool e outras drogas, tem aumento nos últimos tempos, e fica imcompatível usar droga e cuidar de criança ao mesmo tempo.

Segundo ela, os números são espantosos: “40% dos lares em que pais e mães dependentes químicos não estão dando conta dos filhos”.

Por que a mulher é mais vulnerável ao álcool e outras drogas? Alessandra Dihel analisa que é uma questão biológica: a formação de enzimas biológicos que a mulher tem menor capacidade de metabolizar, o organismo da mulher tolera menos o uso de substâncias e ela desenvolve uma dependência mais rápido. E acrescenta: “é por isso que vemos homens que beberam durante 5, 6 ou 7 anos de forma abusiva e somente depois desenvolve dependência, enquanto a gente vê esse tempo menor na mulher, além da capacidade psicológica”.

A psiquiatra cita a questão do abandono do companheiro e a mulher não busca ajuda ou tratamento pelo temor de perder a guarda dos filhos. Então ela fica protelando, tentando dar conta de tudo. E as crianças acabam desenvolvendo capacidades antes do tempo ou ficam com atraso do desenvolvimento.

Clique aqui e ouça a entrevista sobre o assunto ao programa Cotidiano, com Luiza Inez Vilela, na Rádio Nacional de Brasília.

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