O peixe que morreu no mar sem nunca ter visto o mar

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Ouvi uma estória impressionante. Um sábio senhor me contou sobre um peixinho que queria encontrar o mar. A grande expectativa desse pequenino era encontrar o mar, nadar no mar, conhecer as maravilhas do oceano, do grande oceano, do imenso oceano que sempre ouvira falar. Segundo o homem me contou, era um peixinho agitado, de certa forma impaciente. Nadava sempre bem rápido sem dar muita atenção às coisas do dia-a-dia, às coisas que passavam por ele cotidianamente. Estava focado em sua obsessão de chegar ao mar. De ver as maravilhas do mar, de viver, de sentir emoções, de curtir, de, quem sabe, pelo menos ser aceito nas águas do mar.

Nós alcoólicos parecemos muito com o tal peixinho da estória. Vivemos buscando alegrias e satisfações, muitas vezes pelo menos um sentido para nossas vidas… e raramente encontramos. Mas, voltando ao pequeno peixe, certo dia ele encontrou um peixe bem grande. Grande o suficiente para não se preocupar com a correria do peixinho. Intrigado, perguntou:

_ Por que nadas tão rápido, de um lado para outro, pareces procurar algo que perdeste?

_ Quero chegar ao oceano, quero conhecer o mar, quero viver as maravilhas desse mundo imenso que é o mar.

_ Mas… pequeno amigo, tu já estás no mar!

_ Como? Não é possível! O oceano é muito grande, é imenso, e só consigo ver poucos metros à frente.

_ Mas…

_ Desculpa-me, seu peixão, preciso continuar minha busca.

E foi assim que, depois de um certo tempo, o pequeno peixe morreu… no mar… sem nunca ter visto o mar.

Na maioria das vezes nos comportamos assim. Procuramos alegria no dinheiro, na boa saúde, no poder… no sucesso. Por falar nisso, já paramos para pensar por que tantas pessoas famosas cometem suicídio? Chegaram onde quiseram: ao sucesso. Porém, quando lá chegam, sentem-se no cume de uma montanha e que os únicos caminhos que ocorrem são para baixo.

Mas não precisamos viver assim. Basta descobrirmos o oceano no qual estamos nadando e sermos felizes com o que temos ao nosso redor. Basta percebemos o infinito que nos rodeia. Basta termos mente aberta para as oportunidades, para a vida feliz que podemos ter.

Assim espero que tanto eu como você consigamos perceber o oceano no qual vivemos e sermos felizes como somos e com o que temos, por enquanto.

Há solução para o que chamamos de cansaço

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Este não é um site religioso, embora, assim como a irmandade de Alcoólicos Anônimos (AA), o espiritual é levado em conta… mais: é tido como fundamental para a recuperação do alcoolismo e da dependência química a outras drogas. Pois bem, feita essa ressalva, passo a comentar que, dia desses, ouvi uma pregação do frei Elias Vella. Nascido na ilha de Malta, pregou em inglês. E isso fez toda a diferença, pois a simplicidade das palavras e dos tempos verbais são incomparavelmente mais fáceis de se entender do que o empolamento dado à Palavra pela igreja católica em português. Bom, mais uma ressalva feita, segue uma frase que me trouxe um sentido especial à adoração a Deus (da forma que o concebemos). Disse o frei:

“Quando louvamos a Deus, mudamos nós a Deus, e não Deus a nós”.

Sei que isso não é novo. Muitos já ouvimos que devemos prestar muita atenção quando oramos “seja feita a Tua vontade” (por consequência, não a nossa). Mas o que aquele senhor disse foi de certa forma mais profundo. Ainda não sei se pela imposição da voz, ou pela espiritualidade que pairava no ginásio lotado, mas fez ainda mais sentido quando ele, em sequência, lembrou uma fala de Jesus: “Venham a mim os que estão cansados e eu os aliviarei”. E quantas vezes temos repetido uns para os outros, para nossas famílias, para nossos empregadores, para nossos amigos e em reuniões de AA aquela curta frase, geralmente precedida de um suspiro: “estou cansado!”.

E poucos conseguem entender esse cansaço que sentimos. Não é fadiga, não é tristeza ou melancolia… é cansaço. Uma sensação de que, por mais que façamos, ainda não conseguimos estabilizar nossas vidas como queremos. Sim, há um pouco de expectativa exagerada em alguns casos, mas não na maioria. De certa forma, acredito que todos nós alcoólicos estaremos cansados, a não ser que tomemos as providências que os 12 Passos nos propõem. E qual a tônica da grande maioria dos Passos? A espiritualidade! Seja ela qual for.

E é então que lembro de outro mote exaltado pelo frei Elias. “Sei, em minha mente, que Deus me ama, mas não sinto isso em meu coração. Sinto-me só”. E agora acredito que é exatamente essa solidão que nos faz viver cansados. Queremos estar vivos. Mas para isso (nossos 12 Passos também nos dizem), precisamos viver a espiritualidade. Precisamos estar de fato preparados para darmos diariamente os três primeiros passos. Admitir que nossas vidas são ingovernáveis por nós mesmos (mas por um Poder Superior), acreditar que esse Poder existe e entregar não só nossas vidas, mas nossa vontade em suas mãos, pois a vontade Dele é que vivamos felizes.

Para isso, volto a lembrar da frase dita no início deste texto: “Quando louvamos a Deus, mudamos nós a Deus, e não Deus a nós”. Tenhamos, portanto, coragem de nos entregar, serenidade para aguardar o tempo certo das coisas e mente aberta para aceitarmos a espiritualidade.


Saiba mais sobre Frei Elias Vella

Vampiros Emocionais: 6 personalidades que sugam o seu bem-estar emocional

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Algumas pessoas são capazes de esgotar suas reservas de otimismo e boas vibrações. Você já deve ter se encontrado com algumas pessoas que transmitem bons valores e atitudes positivas. Normalmente, tendemos a querer ser amigos e estar em torno de tais pessoas, por razões óbvias. No entanto, existe um outro tipo de indivíduos que tendem a enfraquecer o nosso estado emocional. As razões pelas quais os chamados vampiros emocionais emanam sentimentos ruins nos outros são variados: pessimismo, egoísmo, narcisismo, imaturidade, falta de empatia. São pessoas que criam confusão por onde passam, indivíduos que, inconscientemente ou não, têm a capacidade de roubar a energia e a alegria das pessoas ao seu redor, criando uma aura de negatividade.

O principal problema que os vampiros emocionais causam não é apenas a atmosfera nublada da sua presença, mas como interagimos com eles diariamente, isso acaba gerando altos níveis de estresse e fadiga emocional. Devemos considerar que o estado emocional das pessoas ao nosso redor, eventualmente, nos afeta. As emoções são contagiosas, tanto para o bem quanto para o mal. E quando as emoções negativas se mantém por um bom tempo, os problemas psicológicos (e até algumas doenças) podem começar a aparecer.

É por esta razão que, se não tivermos outra escolha a não ser conviver com um vampiro emocional, precisamos aprender a identificar as suas características distintivas e saber lidar com as suas más vibrações.

Seis personalidades típicas de vampiros emocionais

São indivíduos que se alimentam da energia emocional dos outros. São susceptíveis a manipular emocionalmente suas vítimas para atingir seus objetivos. Muitas vezes, eles se aproximam das pessoas ao seu redor para externar a sua negatividade e se aproveitar do poder do seu interlocutor. Além disso, uma vez que descarregam seus pensamentos e emoções negativas, eles deixam a cena e se preparam para encontrar outra pessoa para descarregar o seu desconforto.

Vampiros emocionais se caracterizam por ter muito pouca empatia. Se mostram claramente egoístas ao usar a presença de outra pessoa para esvaziar toda a sua negatividade acumulada, não se importando que isso possa gerar desconforto e angústia para o seu interlocutor. Eles não se colocam no lugar do outro.

Embora tenham certos aspectos em comum, vampiros emocionais podem assumir várias formas. É por isso que segmentamos um total de sete personalidades típicas de pessoas que roubam o seu otimismo. Confira:

1. Exigente

São aqueles que não só se encarregam de apontar suas falhas, como também contrariam tudo o que você faz ou diz. O objectivo principal é fazer você se sentir inferior a eles. Você está sempre errado e eles sabem a verdade de tudo. Além disso, se você questionar as suas atitudes, o normal é que eles se justifiquem dizendo que “só querem o melhor para você”.

Se você ficar perto dessa pessoa por algumas horas, vai notar que muito do que ela diz são críticas e mais críticas. Nada parece certo, desde coisas banais como o último filme que você viu ou a série de televisão que está na moda, até as suas ideias, seus gostos ou o seu comportamento.

Este tipo de vampiro emocional é tão intransigente que acaba sendo irritante e pode levá-lo a um estado emocional terrível. Tenha cuidado para não se infectar e começar a criticá-lo também!

2. Pessimista

O vampiro emocional também pode assumir a forma de pessimista inveterado. Sempre vê a vida com o copo meio vazio, tudo parece negativo e você vai sofrer horrores para convencê-lo de que está sendo pessimista demais. Ele sempre prepara um contra-argumento que “prova” que a existência não vale a pena.

Se você conviver com este tipo de pessoa, pode acontecer de você acabar se convencendo de que a sua visão das coisas estava errada e se tornar também uma pessoa pessimista, negativa e sem esperança de melhoras.

3. Catastrófico

Eles também podem ser alarmantes. Esta personalidade leva o pessimismo ao extremo. Para eles, qualquer fato ou situação leva a uma escala apocalíptica. Seus tópicos de conversação favoritos se referem a catástrofes e matanças que ouviram nos programas de notícias ou mesmo desastres que não ocorreram, mas que na sua opinião, acreditam que poderiam acontecer.

Este tipo de vampiro emocional acredita firmemente que a vida se resume a enfrentar uma longa lista de perigos iminentes e infortúnios. Se você tiver a infelicidade de conviver com alguém assim, vai logo perceber que se sente exausto com frequência e, na pior das hipóteses, pode começar a incorporar algumas de suas paranoias.

4. Vitimista

É aquela típica pessoa que não para de reclamar sobre tudo o que acontece. Indiferente se as coisas estão indo bem ou mal, ela sempre encontra razões para se queixar e se fazer de vítima. Em uma pessoa vitimista é muito difícil de encontrar apoio emocional, pois ela sempre vai acreditar que seus problemas são muito mais importantes. É provável que você note que o vitimista quer que você faça um download de todos os seus problemas quando ele fala, mas raramente se mostra aberto para ouvir e oferecer apoio quando é você quem precisa falar dos seus problemas pela ele.

5. Agressivo

São pessoas que reagem violentamente sem motivo. Se você dizer ou fazer algo que não lhes parece bom como, por exemplo, um gesto mal interpretado ou por um comentário fora de contexto, isso poderia ser o suficiente para acender a sua fúria. Suas reações são desproporcionais, de modo que pode ser um problema grave se você não tiver cuidado com o que faz ou diz. É claro que conviver com uma pessoa que o obriga a calcular milimetricamente tudo o que você faz ou diz não é positivo para a sua saúde mental. E você provavelmente vai se sentir esgotado após dez minutos de conversa com o vampiro emocional agressivo.

6. Sarcástico

Esta é a personalidade de um vampiro emocional especialmente irritante. A pessoa sarcástica adora jogar ironias sobre você, dardos envenenados, e ao mesmo tempo se proteger atrás da leveza de uma “simples brincadeira”. Assim, ninguém pode culpá-lo por ser rude, porque “era apenas uma piada”.

Embora, às vezes, as suas observações possam ser engraçadas e espirituosas, a verdade é que muitas vezes excedem os limites do respeito e são cruéis para outras pessoas. Se você estiver muito exposto a uma pessoa que faz comentários sarcásticos e cortantes sobre você, isso pode acabar com a sua autoestima. Além disso, é cansativo. É como um soldado isolado em território inimigo: você só pode rezar para que as bombas não caiam sobre você.

Como eles se comportam?

Vampiros emocionais se aproveitam de dois elementos para começarem a roubar a energia emocional daqueles que os rodeiam: tempo e proximidade. É preciso que consigam definir certos laços emocionais e de amizade com a outra pessoa. A partir daí, basta tirar proveito de suas fraquezas.

Por isso, é muito difícil manter um bom estado emocional se o vampiro emocional é uma pessoa que faz parte do nosso círculo interno: família, amigos ou cônjuge. Quando mais próxima for a relação, mais ela vai lhe causar efeitos nocivos.

Eles sabem como escapar

Normalmente, o vampiro emocional tenta humilhar ou desqualificar os outros, mas muitas vezes se escondem atrás de justificativas e pretextos para demonstrar o seu ponto de vista e “provar” para os outros como ele é bom. Alguns podem não estar cientes de que estão roubando a sua energia emocional. No entanto, é claro que podem haver casos em que a personalidade do vampiro emocional não é experimentada conscientemente. Alguns não são capazes de perceber que se comportam assim, e não estão cientes dos efeitos negativos de suas ações sobre as pessoas ao seu redor.

As causas do comportamento vampírico

Às vezes, não percebem que o seu comportamento pode ser causado por situações ou eventos traumáticos que viveu anos atrás (ou talvez também por imitar comportamentos e atitudes disfuncionais que viu em seus pais). O produto disso é que suas relações com outras pessoas é influenciada por esses mecanismos de defesa que foram adquiridos e consolidados como parte de sua personalidade.

Cabe a você avaliar se o vampiro emocional merece uma segunda chance. Naturalmente, o fato de que alguns vampiros emocionais não estarem completamente cientes de que estão sugando o seu bem-estar emocional não é desculpa para não relevar o dano que causam em você. É uma questão de detectar o problema cedo e tomar as medidas adequadas e justas: em alguns casos, uma conversa sincera pode surtir efeito e consertar a situação. Em outros casos, a melhor solução é se distanciar deles.


Fonte: Psicologiaymente. Traduzido e adaptado por Psiconlinews e editado por Alcoólico em Paz

Oito regras simples para se comunicar com um manipulador

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Os manipuladores têm a capacidade de cultivar em nós o sentimento de culpa, nos chantagear e mentir descaradamente. Acabamos fazendo o que eles querem e mandam, mesmo que para isso seja preciso ultrapassar nossos próprios limites, como se nossa vontade nem sequer existisse. Esse jogo pode durar anos, envenenando a vida quem é manipulado.
Para que você se defenda deste tipo de pessoa, compartilho certas “normas de segurança“ que foram criadas pelo expert em comunicação e treinamento Preston Ni.

Lembre-se de seus direitos inalienáveis

  • Você tem direito a ser respeitado por outras pessoas;
  • Tem direito a expressar seus sentimentos, opiniões e vontades;
  • Tem direito de estabelecer suas prioridades;
  • Tem o direito de dizer ”não” sem que se sinta culpado;
  • Tem direito de receber aquilo pelo que pagou;
  • Tem direito a expressar seus pontos de vista, mesmo que eles sejam diferentes dos demais;
  • Tem direito de se proteger de ameaças físicas, morais e emocionais;
  • E você tem direito a construir sua vida de acordo com sua própria noção de felicidade.

Estes são os limites do seu espaço pessoal. Claro que os manipuladores são grandes destruidores dos nossos limites, que não respeitam nem reconhecem nossos direitos. Porém apenas nós mesmos somos os responsáveis por nossas próprias vidas.

Mantenha distância

Durante a comunicação, um manipulador mudará sua máscara o tempo todo: com uma pessoa pode ser extremamente educado, enquanto com outro pode reagir com violência e grosseria. Em uma situação se fará passar por alguém indefeso, enquanto em outra deixará aparecer seu lado agressivo. Se você já percebeu que a personalidade de alguém tem a tendência de refletir este tipo de extremos, o melhor que você pode fazer é manter uma distância segura dessa pessoa e não se relacionar com ela a menos que seja realmente necessário.

O mais comum é que os motivos que levam a este comportamento sejam complexos e tenham raízes na infância. Corrigir, educar ou salvar um manipulador não é problema seu.

Não o leve a sério

A tarefa de um manipulador é brincar com suas fraquezas. Não surpreende se, na presença de alguém assim, você passar a sentir sua “incapacidade” e até tentar culpar a si mesmo por não obedecer às ordens daquela pessoa. Identifique essas emoções e lembre que o problema não está em você. Estão te manipulando para fazer com que você sinta que não é suficientemente bom, e por isso deveria estar disposto a se submeter às vontades de outro alguém, chegando a renunciar aos seus próprios direitos.

Analise sua relação com um manipulador respondendo mentalmente às seguintes perguntas:

  • Esta pessoa me demonstra verdadeiro respeito?
  • Suas exigências e solicitações são bem fundamentadas?
  • É uma relação equilibrada? Talvez você seja um dos que se esforça enquanto o outro só recebe os benefícios?
  • Esta relação me impede de manter uma boa relação comigo mesmo?
  • As respostas a estas perguntas ajudarão você a entender de quem é o problema, se ele está em você ou na outra pessoa.

Faça-o perguntas para testar

Os manipuladores sempre tentarão coagir você com suas solicitações ou pedidos, fazendo com que você se esqueça de si mesmo e das suas necessidades. Se o manipulador tenta te ofender ou refutar seus argumentos, mude o foco de atenção: de você mesmo para seu interlocutor. Faça-o algumas perguntas de teste e ficará mais claro para você se tal pessoa tem ao menos um pouco de autocrítica e/ou vergonha.

  • “Você acha que é justo o que está me pedindo?“
  • ”Você acha que isso é justo comigo?“
  • “Posso ter minha própria opinião a respeito disso?”
  • ”Você está perguntando ou afirmando?“
  • ”O que eu recebo em troca?“
    “Você acha mesmo que eu… (reformule o pedido do manipulador)…?”

Fazer estas perguntas é como colocar o manipulador em frente a um espelho, onde a pessoa verá o “reflexo“, a verdadeira natureza de seu pedido.

Ainda assim, existe um tipo único de personagem que sequer se dará ao trabalho de ouvir você, e insistirá constantemente em favor próprio. Nesse caso, siga os seguintes conselhos:

Não se apresse!

Outra das estratégias preferidas do manipulador é forçar você a responder ou agir de imediato. Numa situação em que o tempo passa rápido, é mais fácil para ele manipular para conseguir o que deseja (na linguagem de vendas, seria como dizer ”fechar logo o negócio”).

Se você sente que estão te pressionando, não se apresse a tomar uma decisão. Use o fator tempo a seu favor, retire a chance de ter sua vontade coagida. Você manterá o controle da situação dizendo apenas “eu vou pensar”. São palavras muito eficientes! Faça uma pausa para analisar prós e contras: determine se você quer continuar discutindo sobre o assunto ou dar um ”não” definitivo.

Aprenda a dizer ’não’

Saber dizer ’não’ é a parte mais importante na arte da comunicação. Uma negação clara permite que você se mantenha imóvel em sua opinião, criando uma boa relação com seu interlocutor (se as intenções dele forem saudáveis).

Lembre-se de que você tem o direito de estabelecer suas prioridades, tem direito a dizer ’não’ sem por isso sentir qualquer tipo de culpa. Você tem direito a escolher seu próprio caminho à felicidade.

Fale-o sobre as consequências

Como resposta às intromissões grosseiras no seu espaço pessoal e à dificuldade em aceitar seu ’não’, fale ao manipulador sobre as consequências de seus atos.

A capacidade de identificar e expor de forma convincente os possíveis resultados é um dos métodos mais eficientes de truncar o jogo do manipular. Você o colocará num beco sem saída, obrigando-o a mudar de atitude com relação a você ou até a revelar qual era seu plano, inviabilizado-o.

Defenda-se de zombarias e ofensas

Às vezes os manipuladores chegam a ofender ou até zombar diretamente, tentando assustar suas vítimas ou causar nelas algum tipo de sofrimento. O mais importante é lembrar que as pessoas assim se apegam ao que acreditam ser uma fraqueza. Enquanto você for passivo e obediente, será um alvo fácil diante de seus olhos. O curioso sobre isso é que, na maior parte dos casos, este tipo de pessoa é, na realidade, covarde: logo que a vítima começa a demonstrar personalidade e a defender seus direitos, o manipulador se retira. Esta regra funciona em qualquer esfera da sociedade, seja na escola, na família, ou até no trabalho. Lembre-se que não vale a pena entrar numa briga, basta manter a calma e deixar clara sua opinião.

De acordo com estudos, muitos abusadores foram ou são vítimas de abusos. É óbvio que esta condição não justifica de maneira alguma seu comportamento, mas é importante lembrar para responder a seus atos com sangue frio e sem remorso algum.


Publicado originalmente por IncrívelClub.

Álcool é 144 vezes mais letal que a maconha, segundo pesquisa

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Se o álcool fosse descoberto hoje, possivelmente tabloides do mundo inteiro estampariam manchetes com a “nova droga mortal”, juntamente com depoimentos de testemunhas aterrorizadas por terem visto “viciados” cambaleando pelas ruas, caindo, chorando e na sarjeta. Mas uma recente pesquisa acaba de mostrar que a maconha, que tem utilização proibida em tantos países, é 144 menos letal que o álcool.

O estudo foi publicado na “Scientific Reports”, subsidiária da revista “Nature”, e procurou quantificar o risco de morte associado ao uso de várias substâncias tóxicas. Os cientistas descobriram que a maconha é, de longe, a droga mais segura. No lugar de focar a contagem de morte como outras pesquisas, os autores do relatório compararam doses letais de cada substância com a quantidade que uma pessoa comum usa.

Ao elencar as drogas mais mortais, a maconha apareceu no final da lista, enquanto álcool, heroína, cocaína e tabaco lideram. A maconha, inclusive, era a única que representava um risco de mortalidade baixo entre os usuários, apesar de não ser inexistente.

Fumar a erva, obviamente, não é “seguro, e ponto final”, mas estudos têm mostrado que ela é, de fato, “mais segura do que o álcool”.

A pesquisa aparece logo após a polícia do Colorado, primeiro estado americano a legalizar a droga, dizer que em um ano tudo está bem e o trabalho policial passou praticamente inalterado.


Publicado por O Globo com informações de The Independent.

Você sabe lidar com suas emoções? Descubra com essas 10 dicas

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É fundamental para o ser humano, buscar o aprendizado de suas emoções, o controle e a paciência. Afinal, quando lidamos somente por impulso, corremos um grande risco de machucar pessoas que não queremos e falar coisas que não sentimos.

Para descobrir se você sabe lidar com suas emoções, confira se você possui a maioria das 10 características listadas abaixo:

Não teme coisas negativas

Você tem em mente que a vida não é só feita de coisas positivas e por esse motivo é normal que por vezes também existam situações “não tão boas”, e nesses casos é essencial que saiba reconhecer e que esteja preparado para as enfrentar.

Opta por observar de uma forma geral

É de extrema importância que o faça, até porque, ao encarar as coisas à distância, você consegue fazer uma análise mais contextualizada e menos influenciada por questões pessoais e isoladas.

Tem facilidade em colocar-se no lugar do outro

Se você for alguém muito empático é normal que tenha bastante facilidade para perceber aquilo que os outros estão passando. É também um sinal que de você é uma pessoa madura no que diz respeito às suas emoções.

Não tem medo de chorar

Você não tem medo das lágrimas escorrendo em seu rosto, até porque não existe nenhum problema em demonstrar os seus sentimentos.

É uma pessoa bem resolvida

Você demonstra tranquilamente a tudo e todos que a única pessoa que o critica é você próprio, afinal tem noção que as coisas mais negativas podem ser muito prejudiciais para si.

Consegue acabar com discussões

Às vezes, quando as opiniões são diferentes, é normal que existam discussões para ver quem apresenta o melhor ponto de vista e acaba por ‘ganhar’. Se você é daquelas pessoas que mesmo tendo a certeza da sua razão, opta por terminar a discussão, pois percebe que aquilo não levará a lugar algum, está mais do que visto que tem o controle absoluto das suas emoções.

Expressa os seus sentimentos

Você não tem problema em expressar os seus sentimentos, pelo contrário faz questão de demonstrar.

Acima de tudo é honesto consigo próprio

Você consegue equilibrar os seus sentimentos através da capacidade que possui de entender o que está a acontecer consigo, pois desta maneira é mais fácil resolver os seus problemas e tornar a sua vida muito mais fácil.

Não tem medo de pedir desculpas

Você sabe que é natural que todo o ser humano erre, por isso consegue realizar o mais importante que é reconhecer esse erro e admiti-lo, pois quando isto acontece é muito mais fácil para si seguir em frente.

Sabe quando precisa de ajuda

Quando a vida te impõe situações complicadas, você não tem medo de pedir ajuda e desabafar.


Fonte: LifeStyle

Psiquiatra faz um alerta e derruba mitos sobre a definição de alcoolismo

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No Brasil, 10% da população brasileira sofre diretamente com o alcoolismo (exclui-se desse índice os familiares e outros codependentes). Dentro dessa porcentagem, 70% dos casos são de homens e 30% de mulheres. Apesar de o alcoolismo ainda ser visto por muitas pessoas como uma fraqueza em relação a bebida, a doença já é considerada pelos especialistas como uma condição patológica que tira a liberdade do indivíduo de optar pelo consumo ou não de bebida alcoólica. Já a Organização Mundial da Saúde trata o alcoolismo como doença e atribui até código na Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID), o F10 e seus derivados.
Em entrevista ao programa Amazônia Brasileira (Rádio EBC/Governo Federal) o psiquiatra e Amigo do Alcoólicos Anônimos (A.A.), Marcos Micelli, falou sobre o alcoolismo. De acordo com o médico, a definição de alcoolismo mudou:

_ A definição mais antiga de que o alcoólico é aquela pessoa que bebe todo dia, já caiu por terra no meio científico, porque o alcoolismo é uma doença de caráter progressivo e que afeta todas as idades, inclusive uma parcela dos bebês, quando a mãe ingere bebida alcoólica durante a gravidez, causando grandes problemas ao feto. O alcoólico é toda pessoa que, independente da ocasião, da dose que tome e da frequência, não pode reduzir ou suprimir o uso de bebida alcoólica, sob pena de entrar em sofrimento.

Segundo o psiquiatra, muitos alcoólicos são encarados socialmente como aquele bebedor social, pois o alcoolismo não começa, franco, desde a primeira vez que a pessoa tem contato com a bebida, por isso é difícil fazer um diagnóstico no início.

O álcool produz perturbações metabólicas e até físicas dentro da estrutura cerebral do indivíduo, desde muito cedo. Um adolescente que começa a fazer uso de bebida alcoólica, terá comprometida sua capacidade de controle de impulsos, de pensamento, de raciocínios, de organização, e isso significa que, quase na totalidade das situações, esse adolescente terá perdas na vida escolar.

_ O álcool produz doença psíquica no final da sua carreira e isso depende do metabolismo de cada indivíduo. Há pessoas que tem um padrão de danos mais cardíacos, outras um padrão de danos digestivos, outras fazem um padrão de danos neurológicos, com perda de memória, fraqueza nas pernas e tremedeira _ explicou o Marcos Micelli.

Em relação aos povos indígenas que também estão sendo afetados pelo alcoolismo, o médico alerta:

_ O álcool foi um instrumento usado pelo colonizador para destruir o tecido social indígena. Estamos falando de sobreviventes de 400 anos, que foram assediados com bebida alcoólica, desde o início da colonização e reduziram muito a população indígena. Há um problema do uso franco da bebida alcoólica, os indígenas por questões metabólicas e por estarem mais afastados de outros grupos, eles não possuem a defesa metabólica em relação ao alcoolismo.

Marcos Micelli pede que se tome cuidado no consumo de bebidas alcoólicas.

_ O álcool é glamourizado na nossa sociedade, e vemos crianças que desde muito cedo veem seus pais bebendo e essa é a maior influência para a doença, pois dentro de casa é que começa o alcoolismo, não importando a estrutura social da família. Quanto mais precocemente uma pessoa tem contato com o álcool, mais difícil será o tratamento, posteriormente. O álcool é a porta de entrada para outras drogas, provocando malefícios físicos e mentais. O álcool pode provocar demência _ afirma.


Fonte: Rádio EBC, editado por Alcoólico em Paz. Clique aqui para ouvir a entrevista na íntegra.